domingo, 11 de julho de 2010

Ah, como eu queria...

que meu olho fosse uma máquina fotográfica para captar e poder ver tudo de novo quando e quantas vezes eu quisesse.

Vim pensando nisso já tem algum tempo. Vejo que gosto da cidade e do que ela pode me oferecer em paisagens, visões e cenas. É tão lindo quando você olha o mar de um determinado lugar e sabe que, mesmo ficando no mesmo lugar, na mesma hora, essa imagem nunca lhe será a mesma. Então, seria bom captar todos esses simples momentos com os olhos e poder deixá-los em sua mente com os mínimos detalhes.

Além disso, cenas do cotidiano com detalhes ínfimos que me fazem pensar. Um simples pegar de ônibus, o simples movimento de estender um braço para pará-lo. Isso, em cada pessoa muda um detalhe que for. Notar como uma senhora anda, com o peso de sua idade todo nas costas, mas sem deixar o brilho de seu olhar esgotar-se diante de toda aquela massa cinza de edifícios. Ver, e somente uma única vez, àquele por-do-sol sem sol, mas com aquela textura de núvens lindas, amareladas, azuladas, arroxeadas, acinzentadas, avermelhadas. Lindas! Momento único e que apenas você vai se lembrar daquilo com um detalhe de sentimento.

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