sábado, 25 de dezembro de 2010

Sobre meu eu interior

Conflitante. Essa é a palavra que mais se encaixa na descrição de como é o meu eu interior. Então, escrever algo sobre ele, descrevê-lo na verdade, já é uma coisa difícil e que nem eu mesmo sei se é verdade. Se tenho medo de escrever sobre algo que não tenho certeza do que seja? Não, afinal, meu íntimo não está em nenhum livro didático, nenhum especialista sabe dos meus pensamentos. Então, se eu errar, quem apenas saberá se está errado, sou eu.

Vamos ao foco. O que é que está acontecendo comigo? Porque esse meu ser que está sendo tão conflitante consigo mesmo, que está sendo tão triste e amargo da própria vida? Essas perguntas são tão retóricas, são perguntas que eu tenho respostas, mas são milhares entre milhões. E ainda bem que sei. Algumas coisas estão ligadas à meu passado em São Paulo, aos acontecimentos que por aí andam, por causa da separação dos meus pais, porque o espírito do Natal é pura convenção. Tudo é pura convenção e vamos seguindo em frente com elas. Não sei se estou certo, mas não quero estar. Não faço para estar, não aqui, faço para aprender. Não é por isso que não seja feliz, sim, sou feliz na maior parte da minha vida, mas não em todas. E nas partes que não sou, sou amargurado e triste com a vida. Não faz sentido, nem pra mim, mas não sei explicar. Então, basicamente é isso. Desabafo feito.

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